Oitavo mineiro é resgatado no Chile


O oitavo mineiro retirado da Mina San José, no Chile, foi Claudio Yáñez, 34, que trabalha como operador de broca. Ele foi resgatado por volta das 7h, após ficar preso por 69 dias a cerca de 700 metros de profundidade, junto com outros 32 mineiros, após um desabamento na mina.

O sétimo mineiro foi salvo por volta das 6h20. José Ojeda, 46,trabalha como perfurador. O sexto mineiro trazido à superfície foi o operário Osmán Araya, 30, que saiu por volta das 5h35. O quinto a ser resgatado foi Jimmy Sánchez, 19. Aparentemente debilitado, ele saiu da mina por volta das 4h10.

O boliviano Carlos Mamani, 23, foi o quarto a chegar na superfície. Por volta das 3h da madrugada, o clima no acampamento Esperanza era de calmaria. Passada a euforia pelo resgate dos três primeiros mineiros, a saída de Mamani foi recebida ainda com aplausos, mas com menos entusiasmo. O presidente boliviano, Evo Morales, que havia prometido estar presente no resgate, ainda não apareceu na Mina San José nesta madrugada.

O terceiro resgatado da mina foi Juan Illanes, 52. O segundo foi Mario Sepulveda, 40. Ele trouxe consigo uma sacola cheia de pedras da mina onde esteve preso. Eufórico, Sepulveda surpreendeu ao sair da cápsula e distribuir pedras da mina San José como presentes e lembranças para funcionários envolvidos no resgate. O mineiro também abraçou fortemente o presidente Sebastián Piñera.

O primeiro operário a sair da mina foi Florencio Ávalos, 31.

Centenas de pessoas se aglomeraram em volta do telão no acampamento "Esperanza" para comemorar a saída do mineiro. Balões, gritos de guerra e muita euforia celebraram o sucesso do primeiro resgate.

Muito havia se especulado sobre a ordem de saída dos trabalhadores, confirmada apenas a poucas horas do início do resgate pelo presidente do Chile, Sebástian Piñera, que estava presente na mina no momento da saída do primeiro soterrado.

O resgate dos mineiros foi marcado pela comoção que gerou em todo o mundo -- a imprensa de todo o planeta baixou na mina nos últimos dias, além de empresas, como a Nasa, que enviaram técnicos para ajudar nos trabalhos.

A rapidez dos trabalhos também chamou a atenção. Inicialmente, o governo chileno havia previsto a conclusão dos trabalhos para o Natal, no final de dezembro. Mas os trabalhos para perfurar o solo e abrir caminho para a cápsula Fênix se adiantaram e, pouco mais de dois meses depois, os mineiros puderam finalmente reencontrar suas famílias.

Nos dois dias que a reportagem do UOL Notícias acompanhou o resgate dos mineiros, também chamou a atenção a organização da estrutura em torno da mina San José. O acampamento, que, em agosto, era apenas um amontoado de barracas, tornou-se uma minicidade, em que é possível encontrar desde pronto socorro a internet WiFi e banheiros com ducha.

Agora, os mineiros estão sendo levados para o hospital de Copiapó, onde devem permanecer por 48 horas sob cuidados médicos.

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